Em ação pioneira no município, Betim iniciou na segunda-feira (31) a liberação de mosquitos geneticamente modificados com a bactéria Wolbachia, conhecidos como ‘Wolbitos’, em cinco bairros com o objetivo de reduzir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. A primeira fase do projeto contempla Jardim Teresópolis, Santo Antônio, Vila Boa Esperança, Amazonas e Renascer, regiões escolhidas com base em critérios técnicos, incluindo número de casos registrados e índices de infestação do Aedes aegypti.
Os mosquitos, produzidos em uma biofábrica localizada em Belo Horizonte, serão liberados semanalmente durante até 20 semanas em cada bairro. Após a liberação, os ‘Wolbitos’ se reproduzem com os mosquitos já existentes no ambiente, transmitindo a bactéria Wolbachia às gerações seguintes e dificultando a multiplicação dos vírus responsáveis pelas doenças. O método é desenvolvido pelo World Mosquito Program (WMP) Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Prefeitura de Betim e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde.
Segundo o WMP Brasil, os ‘Wolbitos’ não são geneticamente modificados e a estratégia é considerada segura para seres humanos, animais e o meio ambiente. As liberações ocorrerão de forma controlada pelas ruas e avenidas que permitam a circulação dos veículos utilizados pelas equipes, com a primeira operação realizada na segunda-feira (31) e as próximas previstas para ocorrerem semanalmente, às quartas-feiras, a partir das 5h30. O processo deve se estender por um período entre 16 e 20 semanas em cada área contemplada.
A implantação da estratégia no município é financiada com recursos provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado após o rompimento da barragem da Vale em 2019. Apesar da introdução dos mosquitos com Wolbachia, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que as medidas tradicionais contra o Aedes aegypti devem continuar, incluindo a eliminação de recipientes que acumulem água, manutenção de quintais limpos e o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias. Além disso, a vacinação contra a dengue permanece essencial, com orientação para manter a imunização em dia para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Legenda: Mosquitos com a bactéria Wolbachia começaram a ser liberados em cinco bairros de Betim para ajudar a reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya
Foto: Divulgação Prefeitura de Betim







