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Crise na Educação de Betim: Atendentes Denunciam Falta de Vagas e Cobranças Indevidas da Coopedu

05/08/2026

10:19

Glauber Junio

A transição na prestação de serviços educacionais em Betim atingiu um novo nível de tensão nesta segunda-feira (4). Profissionais que atuavam como atendentes na rede municipal de ensino relatam um cenário de incerteza e frustração após serem convocadas para a renovação de seus vínculos com a nova cooperativa, a Coopedu.

Muitas trabalhadoras, que anteriormente eram vinculadas à empresa IDDS, afirmam ter sido surpreendidas com a notícia de que seus postos de trabalho já haviam sido preenchidos por novas contratações, contrariando a expectativa de continuidade no emprego.

Na manhã desta segunda-feira, dezenas de atendentes compareceram à sede da Coopedu atendendo a uma convocação para tratar da manutenção de seus contratos. O objetivo era formalizar a migração para a cooperativa, que assume a gestão do serviço no lugar da antiga prestadora.

No entanto, o relato é de que muitas profissionais foram informadas de que não havia mais vagas disponíveis. Segundo as denúncias, os postos teriam sido ocupados por pessoas recém-contratadas, deixando as veteranas em uma situação de vulnerabilidade trabalhista, mesmo após terem seguido todas as orientações para a transição.

Além da incerteza sobre a manutenção dos empregos, outro ponto tem gerado forte insatisfação entre as profissionais: a exigência de abertura de conta bancária.

As atendentes relatam que foram orientadas a abrir uma conta no Banco Paulista para o recebimento de seus proventos. Contudo, o procedimento não seria gratuito. As trabalhadoras afirmam que: a ativação da conta exige um desembolso imediato entre R30,00eR30,00 e R30,00eR 50,00; o custo recai sobre profissionais que, em muitos casos, já enfrentam insegurança financeira devido à transição de contratos; não há garantias claras de que, após o pagamento, a contratação será efetivada.

A escolha da Coopedu para gerir os serviços de apoio às escolas de Betim já vinha sendo alvo de críticas. A cooperativa, que tem sede no Rio Grande do Norte, é acompanhada por um histórico que preocupa as trabalhadoras locais.

Consultas realizadas pelas próprias profissionais apontam que a entidade responde a diversos processos judiciais em diferentes estados da federação. Esse cenário, somado ao novo modelo de vínculo cooperativado, tem gerado um sentimento generalizado de insegurança entre as atendentes e seus familiares.

Foto: Lucas Pietro

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