A Polícia Federal passou a investigar a atuação da advogada Daiane Aline de Andrade Silveira, de 36 anos, apontada nas investigações como responsável pela administração de uma ampla rede de empresas associadas à família do empresário Daniel Vorcaro.
Embora mantenha endereço cadastrado no bairro Alvorada, na região do Imbiruçu, em Betim, informações obtidas durante a apuração indicam que ela estaria atualmente residindo fora do Brasil. Segundo relatos reunidos pelos investigadores, Daiane teria se mudado recentemente para a Europa.
De acordo com registros empresariais analisados no âmbito da investigação, a advogada aparece vinculada à administração ou ao quadro societário de mais de uma centena de empresas. As sociedades atuam em diferentes segmentos da economia, como mineração, mercado imobiliário, aviação executiva, holdings patrimoniais e cervejarias. As movimentações cadastrais dessas empresas teriam permanecido ativas até junho deste ano.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a alteração de registros cadastrais atribuídos à advogada pouco tempo após a divulgação pública de informações sobre o caso. A suspeita é de que as mudanças possam ter ocorrido por meio de acesso a sistemas restritos, hipótese que ainda deverá ser apurada pelas autoridades competentes. Até o momento, não há confirmação de irregularidade nem de quem teria realizado as alterações.
Até agora, também não há informação de medidas cautelares impostas contra Daiane Aline, como bloqueio de bens, apreensão de aparelhos eletrônicos ou restrições pessoais decorrentes da investigação. A apuração conduzida pela Polícia Federal segue em andamento e busca esclarecer o papel desempenhado por cada um dos investigados na estrutura empresarial relacionada ao grupo Vorcaro.
Em nota, a defesa de Daiane Aline afirmou que as informações divulgadas sobre sua cliente são falsas. Os advogados sustentam que ela reside no Brasil, nega que seja administradora das empresas citadas, afirma que não possui participação societária na aeronave mencionada e rejeita qualquer vínculo como operadora financeira de terceiros. A defesa também declarou que adotará as medidas judiciais cabíveis em relação às informações divulgadas.







