A transição na prestação de serviços educacionais em Betim atingiu um novo nível de tensão nesta segunda-feira (4). Profissionais que atuavam como atendentes na rede municipal de ensino relatam um cenário de incerteza e frustração após serem convocadas para a renovação de seus vínculos com a nova cooperativa, a Coopedu.
Muitas trabalhadoras, que anteriormente eram vinculadas à empresa IDDS, afirmam ter sido surpreendidas com a notícia de que seus postos de trabalho já haviam sido preenchidos por novas contratações, contrariando a expectativa de continuidade no emprego.
Na manhã desta segunda-feira, dezenas de atendentes compareceram à sede da Coopedu atendendo a uma convocação para tratar da manutenção de seus contratos. O objetivo era formalizar a migração para a cooperativa, que assume a gestão do serviço no lugar da antiga prestadora.
No entanto, o relato é de que muitas profissionais foram informadas de que não havia mais vagas disponíveis. Segundo as denúncias, os postos teriam sido ocupados por pessoas recém-contratadas, deixando as veteranas em uma situação de vulnerabilidade trabalhista, mesmo após terem seguido todas as orientações para a transição.
Além da incerteza sobre a manutenção dos empregos, outro ponto tem gerado forte insatisfação entre as profissionais: a exigência de abertura de conta bancária.
As atendentes relatam que foram orientadas a abrir uma conta no Banco Paulista para o recebimento de seus proventos. Contudo, o procedimento não seria gratuito. As trabalhadoras afirmam que: a ativação da conta exige um desembolso imediato entre R30,00eR 50,00; o custo recai sobre profissionais que, em muitos casos, já enfrentam insegurança financeira devido à transição de contratos; não há garantias claras de que, após o pagamento, a contratação será efetivada.
A escolha da Coopedu para gerir os serviços de apoio às escolas de Betim já vinha sendo alvo de críticas. A cooperativa, que tem sede no Rio Grande do Norte, é acompanhada por um histórico que preocupa as trabalhadoras locais.
Consultas realizadas pelas próprias profissionais apontam que a entidade responde a diversos processos judiciais em diferentes estados da federação. Esse cenário, somado ao novo modelo de vínculo cooperativado, tem gerado um sentimento generalizado de insegurança entre as atendentes e seus familiares.
Foto: Lucas Pietro







